Um sonar levemente azedo de nuances digitais ecoa livremente pelo ambiente enquanto já consegue conferir, ao ouvinte, a percepção sensorial de uma paisagem noturna. Quando uma voz masculina é ouvida ao longe entoando versos em pose de ordem, um ovacionar é identificado, tal como se a festa estivesse sendo, oficialmente, iniciada. Desse momento em diante, inclusive a própria canção, começa a se desenvolver de forma definitiva.
Sendo agraciada por sonoridades aveludadas e levemente agudas, a faixa passa a ser possuinte de lampejos melódicos que auxiliam na aquisição da atenção do espectador. De estrutura repetitiva, esse mesmo espectro sonoro vai fazendo com que a audiência seja imersa em um ecossistema sensorialmente entorpecente difícil de se resistir. Com o auxílio do beat que entra em cena logo em seguida, se libertar desse estímulo amorfinante se torna cada vez mais difícil.
Misturando requintes de EDM e house music, a canção parece ter sido feita nos moldes ideais da noite. Uma silhueta que encanta tanto um público dançante quanto um público sedento pelo contato corpo a corpo. Não é à toa que Free At Last traz consigo nuances de uma fresca e envolvente sensualidade que se manifesta em meio ao seu espírito unificante e celebrativo.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/2LPQEdQyHHr3ZVBPODOWuC

