É interessante perceber que, mesmo diante de uma natureza sonora sintética, o ouvinte consegue identificar ligeiras menções de frescor perambulando livremente pela atmosfera. Enquanto se explora, nesse ínterim, detalhes sensoriais que levam a uma percepção introspectiva, a faixa consegue fazer com que o aspecto sensorial também caminhe por um cenário de natureza etérea abundante.
Sem muita chance de o ouvinte conseguir degustar da contribuição da flauta para com a construção de um ambiente de natureza introspectiva, reflexiva e hipnótica, a faixa é logo preenchida por um beat marcante e de identidade sincopada. A partir dele é que, inclusive, a faixa passa a ser possuinte de boas noções de movimento e, portanto, fluidez.
Conseguindo exortar uma espécie de sensualidade curiosamente rígida, a faixa, invariavelmente, acaba conquistando a atenção do ouvinte a partir de sua melodia doce no limiar da estridência. Sem uma capacidade denotativamente dançante, a canção, por outro lado, se vangloria por ser adquirente de um perfume aromaticamente floral, promovendo, assim, uma vivência irresistivelmente entorpecente.
É assim, com um drum n’ bass tradicional, que Giorgio Fazio apresenta sua releitura para FUSE (Jungle Flip), clássica canção de Hudson Mohawke. Com ela, inclusive, Fazio vem com a intenção de prestar um tributo a uma geração moldada por ritmos inconstantes e tensões emocionais.
Mais informações:
Soundcloud: https://soundcloud.com/giorgiofaziodotcom
Site Oficial: https://giorgiofazio.com
Spotify: https://open.spotify.com/artist/5Gkierv7Lyl8t0aEh7upyp?si=ZnKdIpIVQuukyQwqfABlRg
Bandcamp: http://giorgiofazio.bandcamp.com/
Instagram: https://instagram.com/giorgiofazio

