A batida rítmica já nasce em seu formato de máxima envolvência. Macia, sincopada e pulsante, ela sugere uma boa dose de movimento perante uma leveza estonteante que dela é transpirada. Delicada, intimista, entorpecente e com brisas atmosféricas surpreendentes, a canção apresenta ao ouvinte um enredo lírico respaldado por um harmônico escopo de backing vocals.
Porém, é no instante em que uma voz masculina de tom levemente intermediário que a canção de fato tem seu início lírico evidenciado. Na posse de Jeyshow, ela transforma o ambiente em algo expansivo, festivo e de leves nuances salientes, de forma a chamar a atenção do espectador. GBONA, com a sua excentricidade afiada, ainda molda seu conteúdo lírico com base no idioma iorubá, lhe conferindo uma dose extra de originalidade.
