A energia que a canção emana logo através de seu início imediato é um tanto sinistra. Porém, ela não causa estranheza, desconforto ou tensão. Afinal, o que ela parece propor é um contato com o natural, ao passo que seus elementos percussivos fazem com que a atmosfera seja tomada por uma paisagem selvagem no que tange ao berço da natureza.
Um toque sonoro levemente agudo se posiciona em cena por meio de um andamento ondulante e hipnótico na ânsia de começar a introduzir o ouvinte em um contexto minimamente melódico. É nesse ínterim que a canção explora não apenas nuances etéreas, mas um experimentalismo estrutural que leva a audiência para um mundo de vivências transcendentais.
De viés oriental, a canção, conforme vai tomando forma de um mantra, é agraciada pela presença de uma voz feminina aguda preenchendo o escopo lírico. De posse de Kat Kikta, ela se mostra açucarada, mas não estridente, o que permite que o ouvinte se permite estreitar laços de intensidade para com a narrativa por ela trazida.
Densamente entorpecente, a faixa definitivamente leva o espectador a um universo maravilhoso em que o bem-estar, a tranquilidade, a despreocupação e a ausência de estresse moldam seu modus operandi. Essa é a proposta de Kat com sua versão cover de He Drives Me Crazy, single creditado ao Fine Young Cannibals.
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