Aqui, o esoterismo entra com tudo em virtude da sonoridade de um instrumento semelhante à cítara. Da família do gramofone, o elemento dá à canção, desde seu início imediato, um caráter oriental não apenas marcante, mas embriagante, delicado e místico. Introspectiva e inescrupulosamente psicodélica, a faixa começa a explorar uma sonoridade mais racional e acústica assim que a bateria puxa um ritmo trotante e com bons pulsos.
Suspirante, mas sem se deixar se libertar pelo seu caráter entorpecente, a faixa passa a combinar linhas líricas ondulantes sob silhuetas oníricas que dão a ideia de um eco onipresente em meio à desenvoltura da composição. É no instante em que as vozes se combinam na criação de um lirismo maduro que Her Crawling Majesty exorta a sua homenagem à deusa-serpente Manasa.
