“Gaslight”, de Hillary Reynolds, lançado em 03 de julho, não se preocupa em preencher espaços — prefere deixá-los ecoar, como quem enfrenta o silêncio mais barulhento da intimidade ferida.
O folk minimalista guia cordas e vocais em voo, onde cada harmonia funciona como fissura entre o que se sente e o que se esconde, revelando uma escrita que não dramatiza, mas destila dor com precisão.
A entrega suave e encantadora da artista torna-se trilha para quem tenta manter lucidez em meio à negação, e Reynolds costura melodia como quem reconstrói a si mesma; “Gaslight” não implora escuta — ela se infiltra, e se instala como verdade não dita no fundo do peito.
Confira:
