Ela não é apenas dramática. Ela é densa, penetrante e pegajosa na maneira como faz transpirar o senso de melancolia. Ainda que, nesse sentido, traga o protagonismo do piano, é a bateria, com seu andamento rítmico levemente quebrado, que dá o senso de inconstância e vulnerabilidade ao ecossistema.
Introspectiva e pegajosamente entorpecente, a faixa acaba garantindo para si uma quebra rítmica interessante em virtude da forma como Dru Cutler constrói a cadência lírica. Com seu timbre sereno, o cantor consegue desfrutar de vislumbres amorfinantes enquanto faz de Holy Ghost uma busca insana pela fé em meio ao barulho, o caos e à desordem.
