Não é que ela seja necessariamente nostálgica, mas a maneira como a canção tem seu despertar estruturado, com uma bateria cuidadosa e precisamente pulsante e uma guitarra adornada por um riff agudo beirando o açucarado, faz com que o ouvinte tenha, de fato, vislumbres associados ao saudosismo. Por conta da delicadeza sonora que se desenvolve, a faixa é capaz de explorar, também, um frescor de identidade inebriante.
O interessante, no que tange o amadurecimento da composição, é perceber que mesmo diante de um sintetizador que lhe imprime uma base sonora flertante com o transcendental, existe um baixo cujo riff misto de estridência e azedume barra ligeiramente a sutileza estética até então desenvolvida. Ao mesmo tempo, é esse elemento que acaba devolvendo à audiência a sua consciência, a mantendo atenta a cada transformação conjuntural.
Com brisas em relação à roupagem da new wave, a faixa chama a atenção, também, pelo timbre grave e firme de Phil. Junto ao baixo, ele também mantém o público atento à canção e, também, ao enredo lírico, que assume silhuetas amansadas sedutoramente cativantes. Home, a partir daí, se consagra como uma obra indie rock de aspecto retrô inquestionavelmente atraente, encantando o ouvinte com sua sutileza e com suas breves brisas entorpecentes.
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