Ela já tem seu início marcado por uma atmosfera audaciosa. Afinal, no momento em que se apresenta de maneira delicada, a canção, rapidamente, se transforma para algo de menções épicas marcantes. Ainda assim, quanto mais se desenvolve, mais ela convida o espectador para uma exploração ao delicado, ao doce e ao levemente transcendental de maneira a beirar até mesmo a introspecção.
Ganhando conotações dramáticas a partir dos pulsos rítmicos que passam a adornar a sua paisagem sônica, a canção acaba mergulhando em uma pungência quase dilacerante perante a forma como o cantor, com seu timbre levemente grave, interpreta o escopo lírico. Diante de uma cadência rappeada sincopada, ele explora um sentimentalismo marcante que flerta com um caráter sofrido, de forma a salientar o diálogo em relação ao tempo. Isso porque HOME, em sua máxima essência, é uma faixa construída perante a descrição do passado, presente e futuro da vida do vocalista.
