O violão pode surgir diante de uma movimentação melódica que sugere o macio. Porém, dentro dessa própria menção de delicadeza, o instrumento deixa passar brisas de um conteúdo gélido e pegajosamente melancólico que, rapidamente, captura o emocional do ouvinte. Introspectiva, a faixa transpira um tom de lamento cujos questionamentos seguem sem resposta.
Liricamente narrada por uma voz masculina de pronúncias sussurrantes embebidas em um tom levemente grave, a obra é, ainda, respaldada por uma sobreposição vocal ululante que causa uma impressão sensorial não apenas esotérica, mas, principalmente, etérea e espirituosa. É assim que Luke H. Reynolds usa House I Used To Live In como forma de enfrentar seus traumas e redescobrir o significado do lar.
