Desde o seu início imediato, a composição chama a atenção por criar, a partir de sua sonoridade sintética, um clima de brilhantina redondo e profundo que rememora, com perfeição, a atmosfera noturna e dançante dos anos 50, mas com toques eletrônicos modernos. Envolvente e minimamente sensual no que se refere à exploração de um movimento melódico amaciado, a faixa vai crescendo de forma a destacar os seus pulsos rítmicos que denunciam a house como a sua base.
Misturando inclinações sensoriais que remetem à disco music, a composição surpreende por ser agraciada por uma camada lírica vivida por uma voz de caráter feminino e cujas pronúncias são regadas a melismas. Bem executada, essa técnica vocal não funciona apenas como um artifício que incute noções de movimento e novos alicerces de maciez, mas, especialmente, como uma forma de introduzir requintes de sensualidade ao contexto.
Indo inclusive para a experimentação de texturas ácidas e ásperas que lembram a roupagem techno, a canção se destaca pela sua leveza, seu frescor e a sua maciez hipnotizante. Na companhia de Brooke Parker, I Got To Love You traz o romantismo e a conquista perante uma sonoridade híbrida pautada na pista de dança, culminando no fortalecimento do contágio e do senso imersivo adquirido pelo ouvinte.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/2yKC3xQbgXZwnpxGNIWf5E
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=zZSe6ekePtc&list=RDzZSe6ekePtc&start_radio=1

