A voz que surge preenchendo o ambiente já traz consigo certo encantamento. Feminina, levemente fanhosa e, ao mesmo tempo, delicada, ela, na posse de Ella Quynh, traz consigo um curioso toque de melancolia e pesar, mas sem o peso do drama. Recheado de melismas no que tange à interpretação lírica para a qual é usado, tal timbre acompanha, simetricamente, a introspecção da guitarra em sua forma limpa e ausente de distorção.
O interessante é perceber a fluidez de um ambiente soturno que flerta com o grunge noventista para com um refrão explosivo, mas amadurecido em relação à silhueta melancólica introduzida anteriormente. A partir desse cenário, Iconic se apresenta como uma obra em que Ella trata da primeira paixão e da raiva adolescente com bastante autenticidade.
