Ela fornece uma introspecção diferenciada durante o seu período de introdução. Delicada, doce e sensitiva, a sonoridade que rege seu amanhecer propõe um instante de reflexão em meio a um estímulo sensorial de leveza que alcança patamares quase transcendentais. Com esse alicerce, a canção atinge uma aura meditativa tão densa que chega a ser inquebrantável.
Surpreendentemente, o que se segue é uma imersão no universo sincopado do rap. Com um ritmo preciso e pulsante associado a uma voz masculina de nuances graves, a canção até ganha toques de seriedade, mas não consegue escapar de sua introspecção de patamares reflexivos e espirituosos. O curioso é que, mesmo diante dos ecos nauseantes da guitarra, o sentimentalismo não é afetado.
Amadurecendo ainda mais a sua natureza serena e consciente, a canção não permite que os chimbais trepidantes passem despercebidos. Afinal, a partir de tal textura, a canção chega a ser agraciada por brisas traps que sugerem mais uma fonte para o seu senso de movimento.
Diante disso, a melancolia e a nostalgia de If I Ruled fazem com que Ray Gibbz fale diretamente com e sobre o momento atual ao mesmo tempo em que demonstra a sua habilidade compreensiva. Afinal, seu conteúdo verbal soa como um testamento sobre o que é possível quando o talento cru encontra uma determinação inabalável no mundo do rap independente.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/6nrdhEMHW7XnqVFYsoepdb

