Enquanto sonares sintéticos vão se fundindo a beats hipnóticos, o vídeo vai nascendo através de imagens de natureza, as quais abraçam a presença da vocalista e de sua feição indiferente. Adquirindo uma atmosfera sensual através de sua curiosa fusão de uma estrutura percussiva reggaeada, a canção, quanto mais explora sonoramente o senso de torpor, mais faz com que os takes de flores se tornem uma espécie de elemento capaz de instigar o torpor.
Entre sobreposições vocais bem representadas por imagens sobrepostas que criam um efeito interessantemente fantasmagórico, o vídeo vai ganhando uma vida cada vez mais atmosférica e embriagante. Não é de se espantar que o synth-pop proponha uma interessante união com a textura da new age. Afinal, sonoramente, In Delight soa como uma obra profundamente introspectiva.
Com linhas vocais macias fornecidas por Holy Høly, a faixa vai evidenciando charmosas linhas percussivas repicadas e sensuais calcadas em uma estrutura nu jazz que contrasta com a energia downtempo e alguns toques marcantes de trip hop. Editado por Ewa Baran e a própria vocalista, o vídeo de In Delight é como o resultado do consumo de ácido.
Cheio de imagens que representam um estado de relaxamento em meio a uma paisagem utópica irresistível, ele traz, como uma espécie de assinatura, a presença de Holy Høly marcada pela sua camiseta preta e seus rebolares rígidos. Um produto que oferece, visualmente, o torpor.
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