A camada lírica surge construída a partir de uma mescla de fluidez e rigidez. Enquanto suas pronúncias soam truncadas e, outras, contínuas e leves, o uso do autotune vai providenciando a elaboração de texturas digitais que entregam certo dinamismo à canção. Na presença de instrumentos de sopro de conotações bojudas, a faixa imerge em um ecossistema pulsante e saliente que escancara a presença do moombahton em sua estrutura.
Quando o refrão chega, a canção se aventura no oferecimento de um compasso manso, mas contagiante, que evidencia, além do swing, a verdade de ser pautada no ecossistema latino do reggaeton. Dançante e misturndo a saliência, swing e um clima de entrosamento bastante afiado, Mama Mia se arregimenta como um título marcante e atraente.
