A guitarra se apresenta em cena sob vestes não somente suspirantes, mas delicadas e amenas como a brisa trazida de um horizonte veranista. Suave e cuidadosamente aromática, a canção consegue fazer com que a intersecção entre tais riffs com o groove bojudo e lexicalmente encorpado do baixo surte em um efeito sensorial de sensualidade e fragilidade.
De postura comportamental introspectiva, a faixa ganha mais vida ao passo que o enredo lírico passa a ser devidamente trabalhado por uma voz masculina afinada e de nuances levemente rasgadas. Atingindo um instante em que se torna ritmicamente pulsante e contagiante em meio às suas inclinações solares, It’s About Time denuncia a influência sofrida pelo The Byrds em sua estrutura.
