Não que seja necessariamente surpreendente, mas a maneira como são trabalhadas as características de maciez e sensualidade tornam a canção um produto invariavelmente atraente e envolvente. No compasso manso e levemente sincopado do reggae, o ouvinte entra em contato com elementos como guitarra e bateria em uma sintonia de precisão e leveza sem interferir na fragilidade da paisagem sônica.
É nesse mesmo ínterim que se percebe uma sonoridade um tanto diferente preenchendo a receita da obra. O banjo entra em cena entregando seu charme não apenas autêntico, mas excêntrico, em meio a uma sensorialidade mansa, aconchegante e, curiosamente, convidativa.
Guiado por uma voz masculina afinada e singela em meio ao seu tom doce vindo de Eddy Mann, a canção consegue fornecer um viés de motivação com pitadas de urgência que chamam a atenção do espectador. De maneira inteligente e sagaz, o cantor se utiliza da suavidade do reggae para contrabalancear com a intonação imediata das palavras proferidas durante o desenvolvimento lírico. Isso porque It’s Time, Lord é uma súplica por paz em forma de música. Um apelo pelo retorno do amor, da compaixão e, acima de tudo, pelo respeito à vida humana. É isso o que torna a faixa marcante e tocante.
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