Um sonar bojudo em sua forma ácida na iminência de se tornar estridente é ouvido em um levante crescente como primeiro elemento propriamente melódico. Imediatamente, o espectador adquire uma noção prematura de que a composição, conforme for se desenvolvendo, vai assumir silhuetas rígidas de synth-pop. No entanto, essa ideia não é piamente consagrada.
Isso acontece porque, no instante em que a obra entra em seu primeiro verso, a bateria vai desenvolvendo um andamento rítmico sereno e cheio de sensualidade. Ao mesmo tempo, o enredo lírico, vivido através da voz aguda de limiares roucos vinda de Jesse Monroe, mergulha em uma interpretação verbal que lhe confere uma essência mista de soul e pop. A partir daí, é inevitável que o caráter sensual seja generosamente engrandecido.
É importante ressaltar, também, que a contribuição do teclado para com a sonoridade despeja nuances de um dulçor bastante adocicado, mas que se destaca por um viés curiosamente entorpecente. Gravada no estúdio paulistano Da Pa Virada, Better ainda destaca a precisão vocal de Jesse ilustrada durante a execução de falsetes bem afinados que lhe garantem um maior senso de confiabilidade no que tange seu ato de disseminar uma mensagem de esperança e otimismo no amor. Assim, é mais que natural que a faixa ressoe no inconsciente da audiência com bastante frequência.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/2UqHmkPugBsUPYJo0txcYu
Instagram: https://www.instagram.com/jessemonroe/