Por meio da sonoridade que preenche a atmosfera, a canção já dá ao ouvinte a ideia de uma sensibilidade envolta não apenas em dramaturgia, mas, principalmente, em um estado latente de melancolia. Ao passo que a canção vai se desenvolvendo a tal ponto que apresenta um beat sincopado e uma boa participação das notas do teclado na criação de um ambiente cheio de vulnerabilidade, imagens aéreas de uma cidade são intercaladas com outras que enfatizam a figura de Junya Boy.
Se dividindo entre takes transitórios que oferecem a imagem do rap inseridas em diferentes tipos de edição, até mesmo o vídeo em si, de certa forma, consegue capturar a essência melancólica difundida pelo viés sonoro, o qual se mantém em uma paisagem linear. Por meio de imagens que sugerem leves comunicações inerentes ao conceito de ostentação, o vídeo também é capaz de narrar uma realidade agressiva, vulnerável e marginal.
Agraciada por versos entoados sob cadências líricas aceleradas e sincopadas a tal ponto que destacam a sonoridades das rimas como forma de promover um mínimo viés de contágio, Not Average é embebida no que existe de mais tradicional na roupagem do rap. No que concerne estritamente ao videoclipe, ele, por meio da gravação assinada por Austin Lamotta, evidencia, invariável e inevitavelmente, Boy e suas feições que comunicam uma fragilidade travestida em autoconfiança.
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