A canção tem um início que intriga. Afinal, a partir da melodia oferecida pela guitarra, ela chega a convidar o ouvinte a imergir em um ambiente swingado, mas que também esbarra em conotações de uma embrionária seriedade reflexiva. Com uma sensualidade que ganha amadurecimento a partir da entrada da bateria e da sua elaboração rítmica amaciada que conta com a participação assídua do chacoalhar delicadamente tilintante do pandeiro, a faixa consegue fornecer ímpetos de leveza antes de comunicar a sua verdadeira essência.
Não bastando atingir um patamar em que o seu escopo rítmico chega a adquirir uma natureza sincopada, a faixa ainda fornece, no instante imediato ao nascimento do seu primeiro verso, a aparição marcante do baixo dominando a base melódica com um groove encorpado penetrante. Possuinte de densidade e de firmeza sonora a partir daí, a faixa permite ao ouvinte a plena degustação não apenas do timbre, um rouco rasgado, mas também da interpretação lírica ofertada por Trail Hawk.
Trazendo consigo uma mistura de pronúncias de inflexões que induzem à influência do soul no seu estilo de canto com outras tremulantes que reforçam a técnica do vibrato, Hawk faz com que La La Land desemboque em um refrão de conotações dramáticas, mas sem pungência. Conduzindo a uma postura mista de contemplação, nostalgia e melancolia, o cantor usa da faixa como um produto que examina a forma como as pessoas buscam dinheiro e substâncias.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3yfD2kW3UBc3HUo1ya8FxC
Site Oficial: https://www.trailhawkmusic.com
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