Apenas pelas notas de sabor doce do teclado, o ouvinte consegue adquirir a perfeita percepção de um ambiente que não é apenas introspectivo, mas, especialmente, lamentador e dramático. E os tilintares proferidos a partir da cúpula do prato de condução cooperam com essa sensibilidade ao mesmo tempo em que incentivam um quê de enigmatismo.
Rapidamente, a canção passa a ser respaldada pelo início da desenvoltura lírica. Executada por uma voz feminina aguda, mas firme em suas pronúncias, a obra, agora sob o comando verbo-interpretativo de Kelsie Kimberlin, adquire contornos sombrios, noturnos, gélidos e obscuros, tal como se a esperança fosse disimada do ecossistema. Oferecendo tensão emaranhada em evidentes requintes de densidade, a vocalista oferece uma trajetória crescente à obra,
Afinal, a partir de sua presença a faixa caminha diretamente para o refrão, momento em que mistura o épico com o dramático, o pungente e o melancólico. E os instrumentos clássicos de corda, como é o caso do violino, muito auxiliam no engrandecimento emocional e sofredor da composição, oferecendo uma percepção de iminência, de caos e de uma realidade sem escapatória. Dessa forma, Lady Liberty se mostra uma composição que apresenta um cenário não tão hipotético, mas que pede por uma reflexão urgente. Afinal, aqui Kelsie apresenta a democracia em um cenário de constante embate com o autoritarismo.
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