É, definitivamente, de se impressionar. Afinal, o que recebe o ouvinte não é um instrumental gradativo ou uma camada lírica tradicional. Aqui, o que acontece é a presença de uma voz feminina doce, terna e gentil que, por meio de um canto vocálico de caráter celestial quase transcendental, enfeitiça e hipnotiza o espectador com suas delicadeza e gentileza.
Essa voz doce, que paira pelo ar como se fosse uma espécie de brisa etérea vinda de um ambiente de inimaginável beleza, se apresenta em cena sob uma estrutura gutural capaz de surtir, no ouvinte, um efeito semelhante ao de uma epifania. De caráter indiscutivelmente angelical, a pronúncia lírica da cantora vai permitindo a elaboração de um cenário etéreo tão alucinante que, curiosamente, chega a ser palpável.
Com seu charme e belezas tão perfeitos a ponto de parecer fruto de uma imaginação quase púbere, cada verso lírico que se constrói consegue oferecer uma experiência sensorial de profundo êxtase. Isso mostra a capacidade inquestionável de savagerus em compor L’ange dans la mer, uma obra de natureza angelical que faz com que o ouvinte se sinta o próprio anjo caído por se perceber cedendo às tentações de uma sensualidade etérea de identidade celestial pura e cristalina.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/5SntAtpmuK4jDpVMG4Rsvf

