Os pulsos duplos executados pelo piano em meio a uma conotação curiosamente melancólica puxam a introdução melódica ao mesmo tempo em que a obra se vê respaldada por vislumbres líricos pronunciados sob uma estética digital. Trazendo consigo o drama e requintes de uma marcante melancolia, o instrumento destaca o sentimentalismo que pauta a sensorialidade da obra.
Se tornando liricamente melismática diante da agora adoção do autotune como textura, a faixa mantém seu intimismo estético e seu intimismo postural enquanto se felicita com a presença dos primeiros contornos rítmicos, ainda que tímidos. Esboçando silhuetas de um sincopado leve, Limelight se destaca pelo torpor que dissemina e pela harmonia linear que tem como base de movimento.
