A estética da esfera rítmica, que soa tal qual o compasso entoado pelas palmas, já envolve o ouvinte não apenas em uma energia contagiante, mas o coloca diante de um ecossistema solar cheio de sorrisos e leveza. Depois que um punch uníssono promove a liga entre introdução e primeiro verso, a faixa é agraciada por uma estrutura chiclete pautada exclusivamente pelo timbre de Ninå.
Levemente grave, mas capaz de transpirar boas noções de firmeza, ele caminha por meio de uma estrutura rítmico-melódica construída perante uma base percussiva pop, mas agraciada pela distorção e atitude do rock. Ao combinar esses dois mundos, portanto, Louder Than My Past passa a ser agraciada por um aroma adoravelmente embriagante e por uma roupagem que simplesmente entretém de maneira graciosamente orgânica.
