Ela já nasce diante de um contorno visceral. Dilacerante, para dizer o mínimo. Diante da união do piano choroso com um violoncelo cheio de dor em meio à sua valsa de tonalidade tremulantemente grave, a canção, curiosamente, acaba alcançando uma simetria emocional para com aquele sentimentalismo rascante obtido pelo Aerosmith em Dream On, seu respectivo single.
Intensamente intimista, é necessário e interessante pontuar que, mesmo diante de uma profundidade sensorial dolorosa, a faixa ainda consegue exortar singeleza e um toque de cuidado em meio ao toque açucarado esboçado pelo teclado e pelo viés transcendental alcançado pelo violino perante seus sobrevoos harmoniosamente dramáticos, mas não pungentes. Depois que a guitarra grita e extrai de si um tom agudo e aveludado, o enredo lírico se inicia despejando doses ainda maiores de sentimentalismo pelo ambiente.
Perante o timbre firme e levemente sussurrante de Kaitlin Corbett Jones, o lirismo, simetricamente acompanhado pelos pulsos do piano e a consciência firme do violoncelo na base harmônico-melódica, encontra meios de transpirar seu sofrimento. Questionador e envolto em nuances de pura lamentação, o conteúdo verbal faz de Make The World Stand Steel, faixa com boa influência de nomes como Demi Lovato e Christina Aguilera, uma obra de cunho cinemático que reflete o poder vocal e o alcance emocional de Kaitlin.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/1YjDHbcerw5HpXA0jcfwKA

