A Manufracture Music é pioneira no gênero A.C.I. (Analog Core Industrial) — uma colisão brutal, porém atmosférica, de sintetizadores de hardware crus e táteis com arte visual de IA de ponta. Unindo a nostalgia do darkwave dos anos 80 ao futurismo distópico, o projeto prospera em batidas mecânicas, sequências assombrosas e uma ética estritamente DIY (o famoso ‘faça você mesmo’).
Mas, engana-se o leitor (futuro ouvinte) que imagina o projeto como algo artificial. O trabalho apresentado em seu mais novo single, este “Transmutation”, mostra uma organicidade incrível, que deixa inclusive muita coisa menos ‘artificial’ no chamado carinhosamente ‘chinelo’ (como se diz aqui no Brasil).
A faixa realmente traz um teor abrangente. Sua batida é industrial, assim como alguns sintetizadores complementares. Porém, as principais bases harmônicas são atmosféricas e viajantes, casando muito bem com as linhas vocais sombrias. Logo, estamos diante de uma música que irá invadir desde pistas eletrônicas, passando pelas ‘dark’ e góticas.
A produção se traduz bem pois “Transmutation” é uma jornada mecânica, com influências de darkwave, criada inteiramente com equipamentos analógicos e táteis, deixando o contexto de IA apenas aos vídeos. Aliás, a nova faixa ganhou um videoclipe nesses moldes. Não à toa o Manufracture Music ganhou destaque em canais independentes como Bloodlit Radio, Sine FM, Mente Mente e Frecuencia Millennial.
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