É impossível não se deixar levar pela sua atmosfera noturna vibrante e convidativa. Desde a sonoridade de seu beat, a qual se mostra lexicalmente sintética, o espectador já é capaz de se perceber no centro da pista de dança de uma balada lotada, o que, por si só, denota interação e entretenimento.
Enquanto é possível de se identificar um baixo caminhando pela esfera melódica com pulsos encorpados e espaçados, o que contribui para a aquisição da qualidade de consistência, a canção é abraçada por uma sonoridade aguda insistente que perambula pela superfície de maneira a ser percebida quase de maneira hipnótica. Nesse ínterim, inclusive, versos líricos são colocados em looping, o que significa a repetição. Felizmente, o efeito de eco lhe confere um teor contagiantemente fantasmagórico que dá uma brisa de movimento ao contexto.
O que é agradável é o fato de que a canção leva o ouvinte para um refrão contagiante e dançante, mas não de maneira demasiadamente apelativa. Nesse sentido, ela tem um quê orgânico que permite, ao próprio espectador, se decidir se entregar ao cenário ou não. Com o auxílio do produtor Eddie Craig, Melodrama – RainFoest Club Edit Mix oferece um completamente inédito arranjo em relação à versão original dessa faixa assinada por Qymira.
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