Não é só um caráter místico que se apresenta e torna a canção intrigante desde seus momentos sonoros iniciais. Existe, em meio a esse movimento, uma natureza nativa transpirando de cada sonar percussivo. Intimista em sua máxima essência, a faixa acaba entregando, à flauta e ao seu sonar adocicadamente macio, boa parte do protagonismo harmônico-melódico.
O interessante, nesse ínterim, é perceber que a maneira com que o vocalista, com seu timbre intermediário de base suave, interpreta o escopo lírico. Lhe entregando certo grau de drama, Paul Fox ainda consegue dar à sua versão cover de Mercy Street, faixa creditada a Peter Gabriel, um caráter pegajosamente dramático.
