Não é a sensualidade em seu formato puro e unicamente libidinoso. O que a composição oferece, desde o seu instante introdutório imediato, é a sensualidade como sinônimo de maciez e veludo. Muito bem trabalhada especialmente pelo emprego de elementos percussivos como atabaque e bongô, os quais produzem um som opaco bastante característico, essa sensibilidade domina o cenário sem autoritarismo.
Promovendo, a partir daí, o encontro da delicadeza com a suavidade e o frescor, a canção também se apoia na textura levemente áspera da guitarra como um elemento a oferecer um interessante contraponto em relação ao torpor disseminado pela estrutura rítmico-melódica até então. Introspectiva, mas graciosamente envolvente, a canção ganha uma conotação de valsa assim que uma voz masculina frágil e melodiosa se anuncia.
Na posse de Michael Waters, ela é usada, inclusive, como um alicerce de romantismo irresistível e embriagante. Capaz de trazer consigo sinais de tranquilidade, leveza e uma boa dose de espontaneidade, ela expõe uma boa simetria para com o timbre agudo e levemente estridente de GAIL que, tão logo entra em cena, cria um dueto atraente com o vocalista. É assim que La La Love Song assume a forma de um hino de verão em formato de balada.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/70dwR0ioWhmBJtfRZ4Jskn
Site Oficial: https://michaelwaterssongs.com
Soundcloud: https://soundcloud.com/user-951745040-981587991

