É com sons ambientes que suscitam as sensações de asco e estranheza que a composição tem o seu início declarado. Entre texturas borbulhantes e sons estridentes que aparentam vir do roçar das correntes no chão, a bateria começa a ser percebida de maneira gradativa, executando uma levada rítmica de natureza levemente quebrada e suavemente sincopada.
Na presença de uma voz masculina de tonalidade um tanto ácida vinda na posse de sheldon mashugana, a canção passa a assumir um curioso toque lúdico que intriga o espectador. Minimamente dançante diante da maciez alcançada entre a breve bojudez do baixo, os suaves trotes da bateria e as notas duplas e sequencialmente sincopadas do piano a ponto de flertar com a paisagem do boogie-woogie, a faixa oferece uma envolvência irresistível.
Ainda que a estrutura rítmico-melódica siga uma essência linear, a faixa não perde a sua capacidade de contágio. Porém, não é possível não mencionar que é a esfera lírica que guarda bons sinais de movimento e prende a atenção do ouvinte perante o seu próprio conteúdo. Afinal, sobre a nova percepção de mashugana, Monster Mash, clássico do Halloween assinado por Bobby Pickett, ganha uma identidade incontestavelmente divertida que sugere a dança, o sorriso e, principalmente, a leveza.
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