Sem qualquer tipo de cerimônia, a canção já vai, desde seu início imediato, envolvendo o ouvinte em um cenário sem vida. Completamente cinza e agraciado por doses bastante generosas de melancolia e lamúria. Tendo todo o seu chão molhado por uma chuva de volume abundante de água, a faixa não afugenta o espectador do caráter visceral e intensamente rascante ao qual está desenvolvendo.
Por meio das notas pronunciadas em dupla pelo piano através de uma afinação grave, a melodia vai assumindo uma postura completamente pungente que faz com que toda aquela paisagem sensorial anteriormente pontuada se torne, de alguma forma, real. Tão real que o espectador consegue sentir o ardor do corte e as gotas de sangue escorrendo por entre as fendas das cicatrizes ainda frágeis.
Nesse ínterim, o enredo lírico começa a ser desenvolvido enquanto, simultaneamente, se dá início ao primeiro verso. Atividade realizada por uma voz feminina de essência rouca, ela vai possuindo uma essência rascante e entorpecente graças ao viés interpretativo intimista e introspectivo assumido por Xennedy CamBelle.
É curioso perceber que, de alguma forma, através desse cenário melodramático pungente, a estrutura lírico-melódica da obra acaba ofertando certo grau de semelhança para com a estética de Sign Of the Times, single de Harry Styles. Ainda assim, é possível notar uma dose generosa de autenticidade masoquista na desenvoltura de Monster, uma faixa que mergulha abissalmente nas sombras do amor e ilusão através da exploração de emoções cruas.
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