Delicada e intimista em sua máxima essência em razão da simplicidade melódica que preenche a sua paisagem sônica especialmente durante a introdução, a canção explora um frescor envolvente, mas que transpira uma naturalidade reflexiva cheia de vulnerabilidade. Estruturalmente minimalista, mas ainda assim conseguindo ser minimamente dramática, a faixa, a partir da desenvoltura lírica, captura o ouvinte pela sua forma ligeiramente acústica.
Embebida em uma harmonia de aspecto linear, a faixa acaba contando com os movimentos lírico-interpretativos assumidos por Elias Kovanko e seu timbre aveludado como uma forma de oferecer um senso de fluidez ao ouvinte. Dessa forma, Move On destaca a sua natureza pensante que aborda as ideias de começo e fim da vida.
