Ainda que a guitarra traga consigo texturas ásperas em meio a um andamento linear sequencial capaz de causar ímpetos de uma crescente energização, a faixa, graças à interpretação lírica assumida por Ryan Mitchell e seu timbre suavemente adocicado, adquire uma postura intimista que faz com que a delicadeza se misture ao drama com notável facilidade.
Essencialmente minimalista no que tange a sua conjuntura sonora, a obra mostra Mitchell explorando falsetes bem executados enquanto se apoia em interpretações líricas que destacam o drama inerente a cada palavra proferida. Explodindo tardiamente em um instrumental de paisagem rascante e estridente de forma a rememorar a sonoridade do The White Stripes, My Very Own Disease é onde o cantor dialoga abertamente sobre a sua relação para com o vício.
