Apesar de puxar a introdução da composição diante de uma sonoridade que parece imitar a identidade de instrumentos cordofones, a guitarra faz com que a canção, desde seu início imediato, beba de um caráter excêntrico marcante. Introspectiva e com boas nuances sombrias, a faixa se torna marcante pelas suas brisas soturnas que preenchem a paisagem sônica.
Lexicalmente entorpecente, mas com um corpo sonoro notável em razão da forma como o baixo se apropria da base melódica com seu groove encorpado, a faixa é liricamente narrada por uma voz masculina afinada em um tom adocicado na posse de João Lercher. A partir dele, No Reason Why transpira uma sensualidade curiosamente embriagante.
