A combinação alcançada pela guitarra e pela linha lírica já apresentada em sua forma madura faz com que o ouvinte se perceba ao mesmo tempo em contato com o torpor e com lapsos de melancolia. Em razão de uma afinação distorcida em um caráter melodioso e entristecido da guitarra em contato direto com um timbre reverberante destacado pelo uso do autotune, a introdução comunica a existência de texturas e superfícies que remetem ao britpop.
Pela natureza da cadência verbal adotada por J. Killen, o espectador consegue até mesmo perceber notas de uma inclinação para com um viés reflexivo, detalhe que torna a composição tocante e ainda mais emotiva. O curioso é perceber que, desse momento em diante, a faixa engata em uma crescente que desemboca em um cenário surpreendentemente rural. Evidenciado pelo uso agora do efeito lap steel por parte da guitarra, o veludo uivante por ele produzido sugere uma maciez envolvente que chega a oferecer um conforto bem-vindo para as dores expressas durante a introdução.
Sem diminuir ou enfraquecer a sua natureza intimista, a faixa alcança até mesmo boas doses de dramaticidade a partir das frases rítmicas pronunciadas por uma bateria de pulsos firmes e chimbal aberto a ponto de fazer reverberar um sonar sujo. Diante de um consequente torpor que acompanha a linearidade da cadência lírica, Killen faz de Oak Tree uma obra que retrata o sofrimento em relação às mortes de sua avó e do seu amigo.
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