A maneira com que o violino preenche a paisagem harmônico-sonora da faixa durante a introdução é repleta de dulçor, leveza e uma nuance de fragilidade que, curiosamente, destaca silhuetas etéreas em meio à sua nestrutura. Valsante, doce e causando um senso de torpor curiosamente envolvente, a faixa, conforme amadurece seu desenho arquitetônico, vai enfatizando sua natureza espirituosa de maneira não apenas envolvente, mas orgânica.
Se valendo de certo quê de intimismo, a canção explora a sensualidade a partir da maneira com que o enredo rítmico se desenvolve e se associa aos uivos mansos e ecoantes da vocalista. Capaz de ser percebida de forma inclusive onírica, Once Again é onde Saint Sappho medita sobre morte, amor e reencarnação.
