Eis aqui uma combinação inesperada. Pulsos, densidade, aspereza, imponência e uma pitada de celebração nostálgico-melancólica. É assim que o ouvinte se percebe na preença de um escopo rítmico-melódico elétrico, mas sintonizado com a energia sazonal e emotiva do Natal. E tudo isso acontece graças à presença tilintante e opaca do sino permeando, sequencialmente, toda a estrutura da canção.
Ausente de qualquer resquício de dramaticidade ou mesmo de melodrama, a canção é, na verdade, moldada pelo excitante com direito a inclinações ao bruto. Claro que definitivamente ausente de agressão ou qualquer sinal de raiva em meio à sua estrutura. A partir daí, o que o OG Suns fornece ao ouvinte é uma divertida e distorcida canção pop punk de Natal.
