A atmosfera ofertada pela canção durante seus momentos introdutórios imediatos apresenta uma sensorialidade entorpecente, mas, ao mesmo tempo, graciosa e aconchegante. Porém, essa percepção rapidamente se transforma ao adentrar em um universo eletrônico regido por pulsos rítmicos firmes e uma desenvoltura fluida, mas sincopada.
Ao evidenciar uma cama sonora digital estridente, a faixa, de maneira surpreendente, traz o toque aveludado, sensual e agudo do saxofone como um elemento a oferecer, além de um toque de movimento fluido, a esperada construção da esfera harmônica. É nesse ínterim que o ouvinte consegue identificar momentos de presença lírica.
Promovidos por uma voz feminina de nuances graves vinda de FABER, ela é colocada em cena de maneira a transpirar um toque dramático que engrandece os outros sabores estéticos e sensoriais até então oferecidos pela composição. Ainda assim, a partir de certo ponto, os versos líricos passam a ficar mais bem definidos a ponto de envolver o espectador, agora, também perante o enredo verbal.
Dançante, excitante e contagiante, a obra, de fato, chama a atenção pelo seu escopo rítmico, em que cada pulso carrega sugestões extras para uma dança noturna de caráter curiosamente libidinoso. Contando também com Mad Mick, Panic Buttons é o primeiro lançamento oficial de Joe Average desde o início dos anos 90.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/0L7lzM2WYmevYjnUaUZW2R

