Em meio à sua delicadeza espectral, a composição já consegue inserir o ouvinte em uma energia que, acima de tudo, exprime e captura o máximo do intimismo. Flertando generosamente com nuances dramáticas que tornam o seu caminhar pungente, ela consegue ser densamente sentimental ao ponto de soar até mesmo visceral através de sua combinação harmônico-melódica desenvolvida entre o piano e o violino.
Assim que o primeiro verso se inicia, porém, a obra vai experimentando novas posturas, mas que ainda mantém sua base sensorial íntima e sentimental. Através da voz equilibradamente adocicada de Adrienne Levay e da interpretação lírica por ela assumida, a faixa acaba se deleitando por nuances que beiram a gratidão, mesmo embrenhada em certo grau embrionariamente sofredor.
Essencialmente minimalista, é interessante perceber como a movimentação lírica aqui presente acaba construindo uma despropositada semelhança com aquela criada por Steve Walsh em Dust In The Wind, single do Kansas. Confirmando, portanto, a sua veia pessoal, a música ainda consegue garantir, para si, uma brisa espiritual graças à camada linear desenhada pelo dulçor adocicado do hammond, o que confere à sonoridade toques de um soul envolvente. É com esse arranjo que Place In The Sun funciona como uma jornada sônica pela vida, enquanto oferece esperança e uma espécie de chamado para o despertar.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/5FEOWRAPl8c9qeRHwnb4Wv
Site Oficial: https://www.adriennelevay.com
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61551144443796
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCRW3l2iFlfvXdXYGY-BUPSw
