É depois de um breve repique pronunciado pela bateria através da pele levemente estridente da caixa que a canção começa a desenvolver a sua introdução. Entre suspiros densos e melódicos vindos da guitarra em contato com as notas pulsantes e adocicadas do piano, a faixa permite que a sua estrutura encontre fluidez e permita o despertar do primeiro verso.
Nele, o espectador entra em contato com um timbre masculino grave, mas de inclinações levemente melódicas que segue, à risca, o compasso sugerido pela bateria. Na posse de Robert Jordan, esse tom é usado como meio de explorar um escopo lírico que caminha em meio a uma harmonia de conotação linear, mas que, ainda assim, inspira boas notas de contágio. Amaciadamente pulsante no que tange ao seu ritmo, a composição ainda é beneficiada por um baixo que lhe confere bom corpo.
Conquistando firmeza, consistência e densidade, mas sem interferir na sua fragilidade estético-estrutural, a faixa acaba encontrando contornos de uma surpreendente sensualidade durante o refrão, momento em que, inclusive, Jordan se vê na companhia de uma voz aguda que lhe oferece respaldo. Assim sendo, Plato’s Cave acaba denunciando boas influências do rock na sua estrutura enquanto a sua estética esbanja entusiasmo.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/6A38f5fWHR2UXIEclMExAv
Bandcamp: https://robertjordan1.bandcamp.com/
