Polar Bear | Nova música de Ed Boxall explora a saudade e os sonhos

É impossível não se deixar levar pela leveza, pelo frescor e pela máxima delicadeza construída pelo escopo melódico da obra desde seu instante inicial imediato. Serena e introspectivamente envolvente, a faixa traz consigo um estado de vulnerabilidade de caráter cabisbaixo viciante. Instrumentalmente minimalista, a faixa é, rapidamente, agraciada pela elaboração das frases líricas.

Nesse instante, o espectador entra em contato com uma nova textura. Associada a um sabor levemente adocicado, o timbre de posse de Ed Boxall traz consigo nuances levemente ácidas que rompem com o estado absoluto de torpor até então difundido pela estrutura harmônico-melódica da composição. A partir daí, em meio aos vislumbres de um contexto linear, o ouvinte invariavelmente se embebe das generosas e pegajosas camadas de melancolia que preenchem o ecossistema.

Monocromática em seu tom de cinza e cuidadosamente envolvente em meio às nuances reflexivas muito bem expostas pela interpretação lírica assumida por Boxall, a canção chama a atenção por trazer consigo ímpetos curiosamente psicodélicos e lacrimais para o centro dos holofotes. Ao se ver diante desse arranjo profundamente emotivo e, portanto, comovente, a audiência percebe que Polar Bear se consagra como uma obra natalina tocante que explora a saudade, os sonhos e a magia da quietude da queda da neve.

Mais informações:

Spotify:https://open.spotify.com/intl-fr/artist/06YKD7aeJlcpICLfn5EhcC

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