Não é uma composição comum. Afinal, depois de uma introdução denotativamente narrativa propagada por uma voz feminina levemente aveludada, ela leva o ouvinte para um ambiente de swing não apenas viciante, mas essencialmente irresistível. Entre os escorregões de escalas tonais crescentes do piano e o som áspero e vívido do saxofone, a arte da sedução, a leveza, o contágio e o ânimo se tornam elementos sensoriais completamente inerentes ao contexto sonoro em exercício.
De levada rítmica pulsante e macia, mas capaz de causar injeções de energia no ambiente, a composição invariavelmente acaba transpirando silhuetas bluesadas irreverentes e incontestáveis que facilmente conquistam a atenção do espectador. Ainda assim, é interessante perceber que, conforme avança em meio à sua desenvoltura, a composição também comunica a presença de pinceladas folkeadas como um tempero que destaca a sua sensualidade estética.
Contudo, o que torna a obra um produto de notável embalo é a sua aparência e a sua cadência pinçante típica do boogie woogie. Inclusive, é a partir desse aspecto que ela alcança uma essência dançante inquebrantável, irresistível e incontestável. Com participação de Bec Hollcraft, Power Up traz um senso de liberdade incomensurável enquanto captura a emoção de rodar pelas ruas repletas de luzes brilhantes em busca de um sentimento de vivacidade intenso.
Mais informações:
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCPyrhy9Lgt8r0G50UDpS9_g
Spotify: https://open.spotify.com/artist/6y0fb57WRQ80WiiVV9plOY
Soundcloud: https://soundcloud.com/andreibritish-853052453
