A sujeira, a crueza e o soturno estão, aqui, intimamente ligados. Perante um andamento lento e distorcido que muito traz consigo verdadeiras nuances de doom metal, a canção explora as inclinações sensoriais de angústia, desespero e torpor. Inclusive, até mesmo a forma como o vocalista vive o enredo lírico confirma esse vislumbre.
Diante de versos instrumentalmente intimistas e minimalistas que fornecem ímpetos sorrateiros, observadores e sérios, a canção uiva e suspira perante a sua estética crua de protagonismo do baixo. Dessa forma, Pallbear chama a atenção por fazer de Remain, uma faixa de aparência dilacerante que fala sobre perder aquele alguém que se ama profundamente.
