Para falar da versatilidade alguns artistas não tem como não apresentar sua história e trajetória anteriormente. Isso porque, quando se trata de uma crítica e descrever um trabalho, precisamos entender o porquê disso tudo. Ao menos em algo aprofundado, como veremos nas próximas linhas. Por isso tal parágrafo e explicação.
Remik Erikson é um artista radicado em Windsor cuja trajetória criativa começou nas circunstâncias mais românticas: compondo a letra da música para o seu próprio casamento. Essa entrada pouco convencional no mundo da composição moldou sua voz artística singular, que combina afeto e estilo de vida de uma forma raramente vista.
A música de Erikson nasce de experiências reais e vividas, transformando momentos cotidianos em narrativas sonoras envolventes. Trabalhando em seu estúdio caseiro, ele desenvolveu uma abordagem crua e autêntica, priorizando a honestidade emocional em detrimento de convenções polidas. A realidade é que seu som está ligado diretamente a sua alma.
Por falar nisso, ele chega com um novo disco, este “A Baker’s Dirty Dozen”, do qual agora tem como objetivo atingir a alma do ouvinte, coisa que ele consegue facilmente com um trabalho abrangente, mas muito característico. Tudo em 13 músicas e pouco mais de quarenta e seis minutos.
Já primeira faixa do disco, “BBC AirBNB”, ele atinge esse ápice. Um dance inspirado no house, a música, além de elo para um som mais de vanguarda com o atual, é potente, com batida cativante e uma vibração que já atinge a alma do ouvinte, além de soar versátil.
Outro grande destaque do disco é “Balls o Meet” com seu ritmo clássico instigante e um piano magistral. Mas, a faixa não se destaca somente por isso, pois prima por trazer um trabalho vocal encantador, onde o solo se entrelaça com corais de apoio em linhas fantásticas e que logo se transformam em pura nostalgia.
Ouça ainda, “Nacho”, um dos singles de mais destaque de Remik, que prima por trazer um hit atmosférico pulsante em letra muito bem-humorada, mas cantada de uma forma que tudo soe muito bem equilibrado. Ouça ainda “SmashBurgah” e viaje pelos anos 90 sem sair do lugar, afinal de contas, a faixa soa nostálgica desse período, mas passando longe de ser datada.
Claro, esses são apenas alguns destaques de um disco que traz diversas composições interessantes e merece ser conferido do início ao fim! Logo, aperte o play e prepara-se para uma dança viajante em “A Baker’s Dirty Dozen”.
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