É interessante que, apenas pelo fato de a canção não ser narrada em inglês, ela já consegue atrair a atenção do ouvinte em virtude de algo que soa como excêntrico e exótico. Com sua voz mansa e fresca, Alexandrie vai introduzindo o charme de seu francês pátrio diante de um ecossistema sonoro frágil e envolvente diante de sua simplicidade estético-estrutural introdutória.
Na companhia apenas de um sintetizador que se apresenta de maneira pontual com uma sonoridade encorpada, mas suave, o cantor parece flutuar pela atmosfera entorpecente engrandecida, principalmente, pelo sonar de violinos que preenche a base melódica com uma harmonia de caráter que beira o esotérico. Assim que a bateria entra em cena, a composição tem, além de um elemento a que se guiar no que tange especificamente o ritmo, um fator que denota uma precisão mais nítida.
Com a paisagem sonora agora completa, a obra é capaz de mostrar ao ouvinte a sua identidade indie rock inquebrantável. Com direito a guitarras cujo riff misturam frescor e introspecção, além de um sintetizador que inebria o ouvinte, Rockstar é uma obra em que Alexandrie narra a história real de um artista que vê suas próximas músicas sendo dolorosamente perdidas após um assalto. Eis aqui onde mora a dramaturgia do enredo lírico.
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