Apesar de o hammond de Joe Doria ser o instrumento que, invariavelmente, salta aos ouvidos em virtude de sua natureza adocicadamente ácida, a bateria se destaca, de forma mais sutil, por promover um andamento rítmico manso, mas bastante sincopado. Pulsante, o instrumento emana firmeza a cada golpe, o que coopera com a aquisição de consistência e precisão por parte da sonoridade conjuntural.
Enquanto o ouvinte caminha livremente entre os sensos de maciez e embrionárias menções de sensualidade, o torpor vai ocupando cada vez mais espaço na experiência sensorial diante da estrutura rítmico-melódica desenvolvida. Com direito a uma guitarra que imita brevemente as nuances do reggae, a faixa ainda é agraciada por rompantes ácidos vindos do saxofone de Peter Daniel.
É exatamente nesse instante que a canção, inclusive, alcança um pico de trabalho no que tange a estruturação de seu escopo harmônico. Com o órgão e o saxofone se encarregando de tal tarefa, a atmosfera fica mais vibrante, ainda que embebida em bons traços de psicodelia. Essa é Come Back Together, uma faixa de base rítmica jazz, mas que se permite alçar voos em meio a uma aventura experimental no que tange a adoção de texturas inovadoras e diferenciadas, as quais a tornam uma composição instrumental excêntrica e, também, autêntica.
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