Ela é perigosamente encantadora e irresistivelmente sensual. Com notas de uma psicodelia penetrante ofertada pela desenvoltura de um teclado capaz de introduzir o gospel em meio à atmosfera nascente, a faixa elucida um gradativo enredo lírico pautado em melismas que inserem, também, o R&B em sua receita.
Porém, é inevitável a percepção de que a guitarra, através de seu riff agudo e movimentação aveludada, imprima, na conjuntura estrutural da obra, interessantes e enriquecedoras pitadas de blues. Guiada por uma voz masculina afinada em seu tom intermediário, She Used To Be Mine destaca a sintonia entre Ryan Shaw e Ray Angry em torno de um conteúdo lírico romântico hipnotizante que flerta, inclusive, com a estrutura de Stay With Me, single de Sam Smith.
