ShiShi: confira a grande estreia do projeto com o EP “Blood Tape”

A música é uma linguagem universal que tem poder para unir povos. Essa linguagem é constantemente utilizada ou abordada em vários estudos pelo mundo, pois a música também é arte e disciplina em universidades. Artur Ziganshin aproveita bem essa realidade, tanto que desenvolveu o projeto ShiShi para dar forma à sua filosofia que é baseada na música. Dessa maneira, surgiu o EP “Blood Tape” que traz músicas que, na verdade, são experimentos e combinações guiados pela filosofia de Ziganshin. A abertura do trabalho com uma “Intro” instrumental já aponta a direção que o artista tomou para lançar desse trabalho – música eletrônica.

A questão eletrônica não foi por acaso, pois a intenção do músico foi envolver esse ritmo em estudos que ele defende como “Estudo formal em teoria e composição musical, com foco particular em gêneros eletrônicos e experimentais”. Isso justifica a produção moderna e superversátil do EP, mas também mostra como o projeto fabricou as harmonias para a geração de melodia. Por conseguinte, foi empregado em canções como a própria faixa título algumas experiências transcendentais. “Blood Tape”, a música, traz em sua estrutura certa viagem de sintetizador que se entrelaça com vocais atmosféricos. Embora o EP seja um produto de estudo, é inegável a sua qualidade de composição.

Uma coisa que você notará em algumas execuções é técnica de vanguarda se misturando com artifícios atuais, gerando uma espécie de clima new wave com rave. Esse tipo de experiência é sentido em faixas como “Doomnight”, com graves poderosos acamando pistas nervosas de sintetizador. Isso cai como luva quando o artista se refere à “Criação de composições originais que exploram a interseção entre tecnologia e expressão artística”. E isso, assombrosamente, faz todo sentido ao fecharmos os olhos e nos entregarmos a sua atmosfera. Aliás, fechar os olhos e sentir as ondas sonoras baterem em seus ouvidos é muito recomendado para a audição completa do EP.

Outra característica de ShiShi é a introspecção. Ou seja, há muito sentimento envolvido em cada parte das composições. Esse lado intimista revela um pouco de melancolia como em “Rocket Ship to Hell”, mas também um clima épico de cinema transita entre as linhas melódicas. Quando o compositor fala “Desenvolvimento de paisagens sonoras que examinam a relação entre forma e função” é tipo isso que podemos entender. O que complementa os tópicos citados é a razão de, em seu trabalho, existir “Integração de conceitos filosóficos em performances musicais que desafiam as fronteiras convencionais”. O Final do repertório com “Storm Clouds Gather” fecha esse pequeno e espetacular livro sonoro com a mesma fineza que começou.

Ouça “Blood Tape” pelo Spotify:

Saiba mais em:

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