O som sintético e ácido do sintetizador preenche o ambiente assim que o escopo introdutório começa a nascer. Nesse ínterim, ele não apenas propõe uma percepção intimista, mas mergulha o ouvinte em uma experiência sensorial de densidade associada com curiosos repentes de obscuridade. Flertando generosamente com a esfera sônica da new wave, não é de se espantar que a obra consiga levar o ouvinte para um universo de temática setentista.
Hipnótica em sua máxima essência, quanto mais a composição avança em seu contexto sônico-evolutivo, mais ela vai exortando uma natureza profunda e inquestionavelmente dark wave. Desse ponto em diante, a faixa se percebe envolta em um beat que sugere uma atmosfera não apenas urbana, mas também marginal. Embebida por um céu noturno, a faixa flui para algo que, agora, é mais inclinado ao rap.
Graças à interpretação lírica cadenciada e sincopada assumida por Naviyah e seu timbre levemente grave, o rap vai se firmando como a base da esfera estético-estrutural da faixa. Brincando com menções que sugerem imponência, deboche e certo quê de empoderamento, o que Sippin On Dat traz ao ouvinte é um enredo que emerge de um período de completa transformação na vida da cantora. Um momento em que ela abdicou da bebida e do cigarro e encontrou força em meio à fé cristã após seu batismo.
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