A canção tem seu nascimento marcado pelo brilhantismo sensorial perpetrado pelo sintetizador. Por meio dele, muito além de proporcionar a criação de um ambiente entorpecente, existe, aqui, uma dose atmosférica que embebe o espectador em uma experimentação sensorial introspectiva e amorfinante. Delicada e macia, a canção passa a ser agraciada pela textura seca dos chimbais levemente sincopados que devolvem, ao menos minimamente, o senso de lucidez à audiência.
Nesse ínterim, é importante destacar que o ouvinte já se percebe em contato com a camada lírica em sua totalidade. Desenvolvida por uma voz masculina de timbre agridoce e levemente azedo que se nota mergulhada no uso de autotunes como forma de prover mais texturas ao ambiente sônico, ela se movimenta em meio a uma cadência mid-tempo que sugere uma boa conotação de contágio.
Aromática, vulnerável e cuidadosamente frágil, a canção é marcada por pulsos ocos e cadenciados do bumbo como forma de lhe proporcionar a dose ideal de precisão. Enquanto isso, a delicadeza e uma brisa floral adocicada se confundem em meio à desenvoltura singela e respeitosa do sintetizador. A partir daí, SNACK é onde Kit The Poet reflete sobre seu próprio processo criativo ao passo que mergulha em temas como autoconhecimento e aceitação.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3D3B9PxNXDrmM8OYQKLsvD
Soundcloud: https://on.soundcloud.com/kdWAaN5SaenrDhPvFs
Instagram: https://www.instagram.com/kitthepoet?igsh=anJwYjhyZHZjbHU3&utm_source=qr

